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quem somos

13 de junho de 2011

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Somos agricultores familiares, técnicos e consumidores reunidos em associações, cooperativas e grupos informais que, juntamente com pequenas agroindústrias, comerciantes ecológicos e pessoas comprometidas com o desenvolvimento da agroecologia, nos organizamos em torno da Rede Ecovida com o objetivo de:

• Desenvolver e multiplicar as iniciativas em agroecologia
• Estimular o trabalho associativo na produção e no consumo de produtos ecológicos
• Articular e disponibilizar informações entre as organizações e pessoas
• Aproximar, de forma solidária, agricultores e consumidores
• Estimular o intercâmbio, o resgate e a valorização do saber popular
• Ter uma marca e um selo que expressam o processo, o compromisso e a qualidade.

COMO A REDE FUNCIONA?
O funcionamento da Rede é descentralizado e está baseado na criação de núcleos regionais. O núcleo reúne membros de uma região com características semelhantes que facilita a troca de informações e a certificação participativa.

ALGUNS NÚMEROS DA REDE
Atualmente, a Rede Ecovida conta com 23 núcleos regionais, abrangendo em torno de 170 municípios. Seu trabalho congrega, aproximadamente, 200 grupos de agricultores, 20 ONGs e 10 cooperativas de consumidores. Em toda a área de atuação da Ecovida, são mais de 100 feiras livres ecológicas e outras formas de comercialização.
CERTIFICAÇÃO PARTICIPATIVA
A certificação participativa é um sistema solidário de geração de credibilidade, onde a elaboração e a verificação das normas de produção ecológica são realizadas com a participação efetiva de agricultores e consumidores, buscando o aperfeiçoamento constante e o respeito às características de cada realidade.

O selo Ecovida é obtido após uma série de procedimentos desenvolvidos dentro de cada núcleo regional. Ali ocorre a filiação à Rede, a troca de experiências e verificação do Conselho de Ética.

A certificação participativa é uma forma diferente de certificação que além de garantir a qualidade do produto ecológico, permite o respeito e a valorização da cultura local através da aproximação de agricultores e consumidores e da construção de uma Rede que congrega iniciativas de diferentes regiões.

Hoje, depois da auditoria realizada pelo Ministério da Agricultura – MAPA, nos dias (30/11 a 2/12 de 2010), a Associação Ecovida – OPAC (Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade) está credenciada oficialmente pelo MAPA, o que significa o reconhecimento da capacidade da Rede Ecovida e suas instâncias afirmarem a qualidade ecológica de seus produtos/unidades produtivas.

Associação Ecovida – OPAC credenciada pelo mapa

11 de junho de 2011

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Resultado de mais de 12 anos de luta na busca de reconhecimento da metodologia participativa de avaliação de conformidade, a Associação Ecovida, da Rede Ecovida de Agroecologia é, finalmente, credenciada como Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade – OPAC.

Nos dias 30 de novembro à 2 de dezembro de 2010, o Ministério da Agricultura – MAPA realizou auditoria na Associação Ecovida e reconheceu a sua capacidade de afirmar a qualidade ecológica dos produtos e das Unidades de Produção e Vida Familiar – UPVFs de seus associados.

A Rede Ecovida é pioneira na construção desse jeito participativo e solidário de avaliação de conformidade. Acredita-se que a metodologia participativa é eficaz, principalmente, porque envolve e compromete, em todo o processo, os/as agricultores/as ecológicos/as e suas organizações, bem como outras organizações locais e regionais, populares e públicas, de forma participativa e solidária. E como já tem sido dito e repetido na Rede: “agroecologia é mais que uma tecnologia de produção de alimentos, é, também, um modo de vida e de relação de mútua cooperação com a natureza e com tudo o que vive nela”.

Logo que a notícia se espalhou, algumas reações expressam o que essa vitória representa. Da Serra Gaucha, Laércio Meirelles, ao dar a notícia, disse “parabéns a todos nós, a cada um e cada uma que tece a Rede. Fim de um ciclo. Outro começa”. De Curitiba, do jeito Mario Barbarioli de ser, veio “parabéns, auguri, congratulations, felicitaciones… a todos nós…”. Do Planalto Serrano, Jozete Nieuhes, “me orgulho muito de fazer parte desse processo, contribui muito pouco com a rede mas o pouco que ajudei a tecer essa rede é motivo de comemoração”. De Santa Catarina, o Aires diz que “valeu pelo trabalho de todos – e vamos ao próximo ciclo”.

De outras paragens, também, chegaram manifestações. Da Universidade da Califórnia, Berkeley/USA, o professor chileno e presidente da Sociedade Cientifica Latino Americana de Agroecologia – SOCLA, Miguel Altieri: “companeros de ECOVIDA: a nombre mio y de SOCLA quisiera felicitar a la RED ECOVIDA por este logro que le da gran credibilidad al trabajo de ustedes y que seguro servira de modelo para escalonar esta metodologia por todo el continente. Saludos cordiales”.

De Antioquia, Colombia, os/as companheiros/as da Rede Colombiana de Agricultura Biológica – RECAB, que faz parte do Movimento Agroecológico da América Latina e do Caribe – MAELA: “La asociación RECAB y el MAELA Colombia, quierem unirse a su celebración y felicitar-los/as por el reconocimiento de su Sistema de Garantia, por el Ministério de Agricultura de Brasil. Este reconocimiento es fruto del esfuerzo y de las propuestas de vida que han tenido com todos los hermanos latinoamericanos a través de tantos años em nuestro compartir desde el MAELA e otros movimientos. Su reconocimiento nos llena de orgullo y de ánimo para continuar nuestro processo em Colombia”.

E para deixar todo mundo alerta, Leandro Venturin completa “confesso que me emocionei com a noticia, mesmo sabendo que se tratava apenas de uma formalidade e que tinha certeza do ‘nosso’ credenciamento. Considero este fato uma ‘oficialização’ de um estado de espirito, muito mais que um processo formal. Acredito que todos os que nestes 12 anos emprestaram seu suor e seu tempo à Rede compartilhem este sentimento comigo. Espero que apos o “fim deste ciclo”, resgatemos os outros grandes eixos da Rede, que vão muito além da avaliação de conformidade. Sei que estes eixos nunca estiveram dormentes, porem não sejamos ingênuos de pensar que foram prioritários nos últimos anos. Então povo, temos muito trabalho pela frente”.

Veja também em:

http://www.assesoar.org.br/index.php?sc=SA011&sa=SA000&codPublicacao=ACA00069&codIdioma=1