15 de maio de 2012
   12 de maio de 2012

Feira de Saberes e Sabores reunirá produtos de 25 territórios do Sul em Florianópolis

A tradicional Feira de Saberes e Sabores, que acontece durante o 8o. Encontro Ampliado da Rede Ecovida (28 a 30/05/2012, na praça da cidadania – UFSC), terá uma grande diversidade de produtos agroecológicos ofertados à população de Florianópolis.

Haverá estandes de 25 Núcleos ligados à Rede, comercializados diretamente do produtor ao consumidor final. Além disto, a Feira será composta por Programação Cultural, estande do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, oficinas do movimento Slow Food (Convivia Engenhos de Farinha e Mata Atlântica, Comunidade do Berbigão e Fortaleza do Pinhão) e artesanatos locais e latino-americanos.

Clique na imagem e saiba quais os produtos ofertados na Feira

 

   12 de maio de 2012

Seminário de SISTEMAS AGROFLORESTAIS

Data, horário e local: 29/05/2012, das 8:30 às 12h, na UFSC – Centro de Cultura e Eventos, Florianópolis/SC

Coordenador:Patrikk Martins (RURECO)
O tema sugerido irá abordar uma das principais preocupações contemporâneas: como combinar a produção de alimentos com geração de renda e proteção ambiental, superando o modelo agrícola que assola o meio ambiente para prover a demanda por comida.

Estas questões tendem agora a tornar-se mais importantes quando se consideram a pressão ascendente sobre os preços dos alimentos, a conversão de terras agrícolas para produzir biocombustíveis e a ameaça do aquecimento global. Temos uma economia crescente, mas se por um lado o superávit na balança comercial aumenta, por outro os recursos naturais diminuem, reforçando o antagonismo entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Nosso objetivo é debater se as compensações por serviços ambientais podem ser um caminho, e como este caminho poderia ser construído, buscando valorar esses guardiões da natureza para incentivá-los a dar continuidade aos hábitos da comunidade. Aproveitando as características da Rede Ecovida, pretendemos no Seminário levantar possibilidades sobre como as ferramentas dos Sistemas Participativos de Garantia poderiam ser utilizadas para avalizar pagamentos de serviços ambientais.

   12 de maio de 2012

Seminário de INSUMOS E PODER NA AGROECOLOGIA

Data, horário e local: 29/05/2012, das 8:30 às 12h, na UFSC – Centro de Cultura e Eventos, Florianópolis/SC)

 Coordenadores:Luis Carlos D. Rupp – CE; Alvir Longhi – CETAP
O atual modelo de desenvolvimento e, sobretudo, o padrão agrícola largamente adotado nos últimos cinqüenta anos, tem contribuído para um cenário de degradação ambiental. A agricultura tornou-se sinônimo de destruição e de poluição. Face a esse contexto, alguns questionamentos fazem-se urgentes: como a necessidade de preservar o meio ambiente pode ser compatível com a provisão de bens materiais para uma crescente população? Como manter os sistemas naturais e garantir a reprodução social de diversas comunidades rurais? Que tipo de sistema agrícola pode combinar conservação da biosfera e uso sustentável dos bens naturais?

Frente a esta realidade, a Rede Ecovida vêm desenvolvendo tecnologias e métodos de manejo dos recursos naturais associados com a reconstrução de novas dinâmicas de circulação e distribuição de produtos, a fim de promover um desenvolvimento local agroecológico reestruturante das dinâmicas sócio-econômicas e dos ciclos naturais. Nesta caminhada muitas iniciativas surgiram e se consolidaram no que se refere ao manejo agroecológico dos agroecossitemas locais.

Sabemos que a agricultura ecológica não dispensa o desenvolvimento e o uso de insumos, principalmente em se tratando de sistemas de produção agrícolas em transição para a agroecologia. Isso porque a maioria das espécies alimentares que produzimos são exóticas e nem sempre se adaptam facilmente a todas regiões onde são cultivadas historicamente pelos agricultores. Ainda, existem situações onde a produção das plantas nativas está limitada, por exemplo, pela ocorrência de doenças e insetos.

Assim, temos determinados gargalos técnicos em várias das “áreas” do conhecimento:  i) adubação dos solos e nutrição das plantas;  ii) manejo de plantas de cobertura/adubação verde e das ervas espontâneas; iii) o manejo de insetos e de doenças, que podem comprometer fortemente a produtividade das culturas. No entanto, não podemos cair na armadilha da substituição de insumos, gerando dependência, ainda mais da mesma indústria que envenenou a agricultura. Este risco está iminente especialmente depois da aprovação da lei que regulamenta a produção orgânica no Brasil. As empresas estão visualizando neste momento a oportunidade de reformular seus meios de aumentar seus lucros, associado a uma imagem ambientalmente correta.

O Seminário Insumos e Poder na Agroecologia visa debater a questão da autonomia, do conhecimento, do poder que representa para os agricultores a produção própria de insumos e tecnologias ecológicas de produção. Temos que fortalecer este debate dentro da Rede Ecovida, capacitando cada vez mais as pessoas a produzirem soluções localmente, e também gerando demanda de pesquisas para instituições públicas e permitindo a livre circulação de conhecimento e tecnologias.

   12 de maio de 2012

Seminário de COMERCIALIZAÇÃO

Data, horário e local: 29/05/2012, das 8:30 às 12h, na UFSC – Centro de Cultura e Eventos, Florianópolis/SC)

Coordenador: Natal João Magnanti (Centro Vianei / Lages-sc)

O Seminário sobre a temática da comercialização tem como objetivo principal a discussão e encaminhamento de propostas para ampliar o leque de relações comerciais solidárias no âmbito da Rede Ecovida. Ao longo dos últimos anos o tema da comercialização foi ampliando sua importância junto as organizações dos(as) agricultores(as) familiares.

Notadamente, a comercialização junto aos consumidores finais através de feiras livres sempre foi a primeira alternativa construída pelas organizações que fazem parte dos núcleos da Rede Ecovida. Historicamente as feiras foram e ainda são uma ferramenta de relação direta com os consumidores(as) e cumprem um papel fundamental não só de abastecimento, mas também de interlocução com as comunidades urbanas.

Mais recentemente o mercado institucional vem abrindo um espaço importante para comercialização dos alimentos agroecológicos produzidos pela agricultura familiar. Esse formato de compras públicas tem sido nos últimos anos fundamental para o processo de transição agroecológica de centenas de famílias. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA e agora o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são instrumentos legais de aquisição de gêneros alimentícios. Eles propiciam que a agricultura familiar agroecológica possa atender uma demanda emergente de alimentos saudáveis para instituições que trabalham sob a égide da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), atingindo setores mais vulneráveis da nossa sociedade.

Além disso, dentro da Rede Ecovida ao longo dos últimos anos há processos de articulações entre núcleos nos estados e entre estados. Os Circuitos de Comercialização são importantes articulações que visam executar de forma organizada o processo de distribuição de alimentos agroecológicos dentro da Rede Ecovida. São instrumentos inovadores de abastecimento e distribuição, que propiciam aos consumidores a possibilidade de adquirir alimentos agroecológicos a um preço mais acessível e com a identidade da agricultura familiar agroecológica.